Estou procurando todas as letras de luiz gonzaga, segue algumasque ja consegui catalogar-
Cifras - A Dança da Moda -
A Dança da Moda
Tom: Em
Em
No Rio tá tudo mudado
B7
Nas noites de São João
Em vez de polca e rancheira
Em
O povo só dança e só pede o baião
D7
No meio da rua
G
Inda é balão
D7
Inda é fogueira
É fogo de vista
Mas dentro da pista
G
O povo só dança e só pede o baião
Am7 D7
Ai, ai, ai, ai, São João
G
Ai, ai, ai, ai, São João
D7
É a dança da moda
Pois em toda a roda
G
Só pedem o baião
A Feira de Caruaru
Onildo Almeida
A feira de Caruaru
Faz gosto da gente ver
De tudo que há no mundo
Nela tem pra vender
Na feira de Caruaru
Tem massa de mandioca
Batata assada
Tem ovo cru
Banana, laranja e manga
Batata doce, queijo e caju
Cenoura, jabuticaba,
Guiné, galinha,
Pato e peru
Tem bode, carneiro e porco
Se duvidar isso é cururu
Tem cesto, balaio, corda
Tamanco, greia, tem boi tatu
Tem fumo, tem tabaqueiro
Tem tudo e chifre
De boi zebu
Caneco, arcoviteiro
Peneira, boi
Mel de uruçu
Tem carça de arvorada
Qué pra matuto
Não andar nu
Na feira de Caruaru
Tem coisa pra gente ver
De tudo que há no mundo
Nela tem pra vender
Na feira de Caruaru
Tem rede, tem baleeira,
Mó de menino
Caçar nhandu
Maxixe, cebola verde,
Tomate, coentro,
Coco e xuxu
Armoço feito na corda,
Pirão mexido
Que nem angu,
Mobília de tamborete
Feita de tronco de mulungu
Tem louça,
tem ferro véio,
Sorvete de raspa
Que faz jaú
Gelado, carnudo e cana
Fruta de parme
E mandacaru
Boneco de vitalino
Que são conhecido
Inté no Sul,
De tudo que há no mundo
Tem na feira de Caruaru
A feira de Caruaru...
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- Letras - A Morte do Vaqueiro -
A MORTE DO VAQUEIRO
Luiz Gonzaga / Nelsom Barbalho
Ei, gado, oi....
Numa tarde bem tristonha
Gado muge sem parar
Lamentando seu vaqueiro
Que não vem mais aboiar
Não vem mais aboiar
Tão valente a cantar
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Bom vaqueiro nordestino
Morre sem deixar tostão
O seu nome é esquecido
Nas quebradas do sertão
Nunca mais ouvirão
Seu cantar, meu irmão
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
Sacudido numa cova
Desprezado do Senhor
Só lembrado do cachorro
Que inda chora
A sua dor
É demais, tanta dor
A chorar, com amor
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Tengo, lengo, tengo, lengo,
tengo, lengo, tengo
Ei, gado, oi
E... Ei.......
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Luiz Gonzaga
A mulher do meu patrãoEu tenho pena, da mulher do meupatrãoMuito rica tão bonita, ai meu deus que muiérãoNão temmeninos para não envelhecerMas nervosa sofre muito, por não ter oque fazerNo atiço da panela, no batuque do pilãoTem somente 15filhos, mais o xaxo do feijão Sarampo catapora, mais a ropa pralaváResfriado tosse brava, lenha para carregáPote na cabeça, temxerem pra cozinharTira o leite da cabrinha, tem o bode prásoltáVivo com minha nega, num ranchinho que eu fiz Não se queixanão diz nada, e se acha bem felizCom tudo isso, ainda sobra umtenmpinhoUm agrado, um carinhoEu não quero nem dizerCom tudoisso, ainda sobra um tenmpinhoE um muleque sambudinhoTodo ano épra nascer
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A REDE VEIA
Eu tava com a Felomena
Ela quis se refrescar
O calor tava malvado
Ninguém podia agüentar
Ela disse meu Lundru
Nós vamos se balançar
A rede veia como foi fogo
Foi com nois dois pra lá e pra cá
Começou a fazer vento com nois dois a palestrar
Filomena ficou beba de tanto se balançar
Eu vi o punho de rede começar a se quebrar
A rede veia comeu foi fogo
Foi com nois dois pra lá e pra cá
A rede tava rasgada e eu tive a impressão
Que com tanto balançado nois terminava no chão
Mas Filomena me disse, meu bem vem mais pra cá
A rede veia como foi fogo
Foi com nois dois pra lá e pra cá
- Letras - A Triste Partida -
A TRISTE PARTIDA
Patativa do Assaré
Meu Deus, meu Deus
Setembro passou
Outubro e Novembro
Já tamo em Dezembro
Meu Deus, que é de nós,
Meu Deus, meu Deus
Assim fala o pobre
Do seco Nordeste
Com medo da peste
Da fome feroz
Ai, ai, ai, ai
A treze do mês
Ele fez experiência
Perdeu sua crença
Nas pedras de sal,
Meu Deus, meu Deus
Mas noutra esperança
Com gosto se agarra
Pensando na barra
Do alegre Natal
Ai, ai, ai, ai
Rompeu-se o Natal
Porém barra não veio
O sol bem vermeio
Nasceu muito além
Meu Deus, meu Deus
Na copa da mata
Buzina a cigarra
Ninguém vê a barra
Pois a barra não tem
Ai, ai, ai, ai
Sem chuva na terra
Descamba Janeiro,
Depois fevereiro
E o mesmo verão
Meu Deus, meu Deus
Entonce o nortista
Pensando consigo
Diz: "isso é castigo
não chove mais não"
Ai, ai, ai, ai
Apela pra Março
Que é o mês preferido
Do santo querido
Senhor São José
Meu Deus, meu Deus
Mas nada de chuva
Tá tudo sem jeito
Lhe foge do peito
O resto da fé
Ai, ai, ai, ai
Agora pensando
Ele segue outra tria
Chamando a famia
Começa a dizer
Meu Deus, meu Deus
Eu vendo meu burro
Meu jegue e o cavalo
Nós vamos a São Paulo
Viver ou morrer
Ai, ai, ai, ai
Nós vamos a São Paulo
Que a coisa tá feia
Por terras alheia
Nós vamos vagar
Meu Deus, meu Deus
Se o nosso destino
Não for tão mesquinho
Cá e pro mesmo cantinho
Nós torna a voltar
Ai, ai, ai, ai
E vende seu burro
Jumento e o cavalo
Inté mesmo o galo
Venderam também
Meu Deus, meu Deus
Pois logo aparece
Feliz fazendeiro
Por pouco dinheiro
Lhe compra o que tem
Ai, ai, ai, ai
Em um caminhão
Ele joga a famia
Chegou o triste dia
Já vai viajar
Meu Deus, meu Deus
A seca terrível
Que tudo devora
Lhe bota pra fora
Da terra natal
Ai, ai, ai, ai
O carro já corre
No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
Meu Deus, meu Deus
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar
Ai, ai, ai, ai
No dia seguinte
Já tudo enfadado
E o carro embalado
Veloz a correr
Meu Deus, meu Deus
Tão triste, coitado
Falando saudoso
Com seu filho choroso
Exclama a dizer
Ai, ai, ai, ai
De pena e saudade
Papai sei que morro
Meu pobre cachorro
Quem dá de comer?
Meu Deus, meu Deus
Já outro pergunta
Mãezinha, e meu gado?
Com fome, sem trato
Mimi vai morrer
Ai, ai, ai, ai
E a linda pequena
Tremendo de medo
"Mamãe, meus brinquedo
Meu pé de fulô?"
Meu Deus, meu Deus
Meu pé de roseira
Coitado, ele seca
E minha boneca
Também lá ficou
Ai, ai, ai, ai
E assim vão deixando
Com choro e gemido
Do berço querido
Céu lindo azul
Meu Deus, meu Deus
O pai, pesaroso
Nos filho pensando
E o carro rodando
Na estrada do Sul
Ai, ai, ai, ai
Chegaram em São Paulo
Sem cobre quebrado
E o pobre acanhado
Procura um patrão
Meu Deus, meu Deus
Só vê cara estranha
De estranha gente
Tudo é diferente
Do caro torrão
Ai, ai, ai, ai
Trabaia dois ano,
Três ano e mais ano
E sempre nos prano
De um dia vortar
Meu Deus, meu Deus
Mas nunca ele pode
Só vive devendo
E assim vai sofrendo
É sofrer sem parar
Ai, ai, ai, ai
Se arguma notícia
Das banda do norte
Tem ele por sorte
O gosto de ouvir
Meu Deus, meu Deus
Lhe bate no peito
Saudade lhe molho
E as água nos óio
Começa a cair
Ai, ai, ai, ai
Do mundo afastado
Ali vive preso
Sofrendo desprezo
Devendo ao patrão
Meu Deus, meu Deus
O tempo rolando
Vai dia e vem dia
E aquela famia
Não vorta mais não
Ai, ai, ai, ai
Distante da terra
Tão seca mas boa
Exposta à garoa
A lama e o pau
Meu Deus, meu Deus
Faz pena o nortista
Tão forte, tão bravo
Viver como escravo
No Norte e no Sul
Ai, ai, ai, ai
- Letras - Asa Branca -
A VOLTA DA ASA BRANCA
Luiz Gonzaga / Zé Dantas
Já faz três noites
Que pro norte relampeia
A asa branca
Ouvindo o ronco do trovão
Já bateu asas
E voltou pro meu sertão
Ai, ai eu vou me embora
Vou cuidar da prantação
A seca fez eu desertar da minha terra
Mas felizmente Deus agora se alembrou
De mandar chuva
Pr'esse sertão sofredor
Sertão das muié séria
Dos homes trabaiador
Rios correndo
As cachoeira tão zoando
Terra moiada
Mato verde, que riqueza
E a asa branca
Tarde canta, que beleza
Ai, ai, o povo alegre
Mais alegre a natureza
Sentindo a chuva
Eu me arrescordo de Rosinha
A linda flor
Do meu sertão pernambucano
E se a safra
Não atrapaiá meus pranos
Que que há, o seu vigário
Vou casar no fim do ano.
- Cifras - ABC do Sertão -
ABC DO SERTÃO
Tom: Em
Em F#m B7 Em
Lá no meu sertão pros caboclo lê
E7 Am B7 Em
Têm que aprender um outro ABC
E7 Am D7 G
O jota é ji, o éle é lê
Em Am B7
O ésse é si, mas o érre
Em
Tem nome de rê
F#m B7 Em
Até o ypsilon lá é pssilone
E7 Am B7 Em
O eme é mê, O ene é nê
E7 Am D7 G
O efe é fê, o gê chama-se guê
Em Am B7 Em
Na escola é engraçado ouvir-se tanto "ê"
B7 Em
A, bê, cê, dê,
B7 G
Fê, guê, lê, mê,
Am Em
Nê, pê, quê, rê,
B7 Em
Tê, vê e zê.
Acauã
Zé Dantas
Acauã, acauã vive cantando
Durante o tempo do verão
No silêncio das tardes agourando
Chamando a seca pro sertão
Chamando a seca pro sertão
Acauã,
Acauã,
Teu canto é penoso e faz medo
Te cala acauã,
Que é pra chuva voltar cedo
Que é pra chuva voltar cedo
Toda noite no sertão
Canta o João Corta-Pau
A coruja, mãe da lua
A peitica e o bacurau
Na alegria do inverno
Canta sapo, gia e rã
Mas na tristeza da seca
Só se ouve acauã
Só se ouve acauã
Acauã, Acauã...
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Amei à toa Amar é coisa boaMais nunca foi pra mimAi como amei atoaMais como foi ruimSe hoje eu vivo e ejuSem ter a quemamarCulpado fui eu mesmoPor não saber amarJoão J. Maciel / JoãoL. da Silva
Apelo ao Soberano
(Luiz Gonzaga)
Se Deus quiser vou me embora pro sertão (2x)
pois a saudade me aconselha o coração
Manda que eu vá, convidar dona Chiquinha ( 2 )
para ser minha madrinha na fogueira de São João ( x )
Chegando lá, desabafo mimha mágoa
encho uma garrafa d'água, depois enterro no chão
Peço a São João que apelo pro Soberano ( 2 )
para ver se para o ano, chove cedo em meu Torrão ( x )
Apologia Ao Jumento (O Jumento é Nosso Irmão)
Luiz Gonzaga - José Clementino
É verdade, meu senhor
Essa estória do sertão
Padre Vieira falou
Que o jumento é nosso irmão
A vida desse animal
Padre Vieira escreveu
Mas na pia batismal
Ninguém sabe o nome seu
Bagre, Bó, Rodó ou Jegue
Baba, Ureche ou Oropeu
Andaluz ou Marca-hora
Breguedé ou Azulão
Alicate de Embau
Inspetor de Quarteirão
Tudo isso, minha gente
É o jumento, nosso irmão
Até pr'anunciar a hora
Seu relincho tem valor
Sertanejo fica alerta
O dandão nuca falhou
Levanta com hora e vamo
O jumento já rinchou
Bom, bom, bom
Ele tem tantas virtudes
Ninguém pode carcular
Conduzindo um ceguinho
Porta em porta a mendigar
O pobre vê, no jubaio
Um irmão pra lhe ajudar
Bom, bom, bom
E na fuga para o Egito
Quando o julgo anunciou
O jegue foi o transporte
Que levou nosso Senhor
Vosmicê fique sabendo
Que o jumento tem valor
Agora, meu patriota
Em nome do meu sertão
Acompanhe o seu vigário
Nessa terna gratidão
Receba nossa homenagem
Ao jumento, nosso irmão
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Aproveita Gente
Onildo Almeida
Introdução: Dm-G-C-Am (4x)
Am Dm G C
Aproveita gente que o pagode é quente
Am Dm G C
É forró pra toda essa gente se espalhar
Am Dm G C
Êita, coisa boa! Êita, pessoá!
Am Dm G C
Hoje aqui a páia voa vamo gente aproveitar
G C
O resfunlengo desse fole não é mole
G
Todo mundo aqui se bole
C
Com o seu resfunlengar
E7 Am
E o sanfoneiro que não só faz resfunlengo
E7 Am
Quando sai do lengo-lengo bota pra improvisar
Improviso: G-C-G-C-E7-Am-E7-Am
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Aquilo Bom
(Luiz Gonzaga)
Quando eu me encontro
com as garotas do Leblon
chega a ser aquilo bom
aquilo bom
é maricota, Mariquita e Marion
chega a ser aquilo bom, aquilo bom
Tem uma moreninha
e tem uma marrom
tem uma loira sofisticadinha
chega a ser aquilo bom, aquilo bom
Quando chega o domingo
vou correndo pro Leblon
chego na praia
tibungo com as meninas
chega a ser aquilo bom, aquilo bom
chega a ser aquilo bom, aquilo bom
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» Forró de Itaúnas - On Lin «
itaunas@ig.com.br
Felipe Paiva Altoé
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- Cifras - Asa Branca -
Asa Branca
Tom: C
C F
Quando oiei a terra ardendo
C G C
Qual fogueira de São João
F Fm
Eu perguntei a Deus do céu, uai
G C
Por quê tamanha judiação
F
Que braseiro, que fornalha
C G C
Nem um pé de prantação
F Fm
Por farta d'água perdi meu gado
G C
Morreu de sede, meu alazão
C F
Inté mesmo a Asa Branca
C G C
Bateu asas do sertão
F Fm
Entonce eu disse, adeus Rosinha
G C
Guarda contigo meu coração
F
Hoje longe muitas léguas
C G C
Numa triste solidão
F Fm
Espero a chuva cair de novo
G C
Pra mim vortá pro meu sertão
F
Quando o verde dos teus óio
C G C
Se espaiá na prantação
F Fm
Eu te asseguro, num chore não, viu?
G C
Que eu vortarei, viu, meu coração
- Cifras - Assum Preto -
Assum Preto
Tom: Dm
Dm
Tudo em vorta é só beleza
D Gm
Sol de Abril e a mata em frô
Dm
Mas Assum Preto, cego dos óio
A7 D
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)
Dm
Tarvez por ignorança
D Gm
Ou mardade das pió
Dm
Furaro os óio do Assum Preto
A7 D
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Dm
Assum Preto veve sorto
D Gm
Mas num pode avuá
Dm
Mil vezes a sina de uma gaiola
A7 Dm
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Dm
Assum Preto, o meu cantar
D Gm
É tão triste como o teu
Dm
Também roubaro o meu amor
A7 D
Que era a luz, ai, dos óios meu (bis)
Baião da Penha
(Guio de Moraes)
Demonstrando a minha fé
Vou subir a Penha a pé
Pra fazer uma oração
Vou pedir à padroeira
Numa prece verdadeira
Que proteja o meu baião
Nossa senhora da Penha
Minha vóz talvez não tenha
O poder de te exaltar
Mas dê benção padroeira
Pra essa gente brasileira
Que quer paz pra trabalhar
Penha, Penha
Eu vim aqui me ajoelhar
Venha, Venha
Trazer paz para o meu lar (2X)
Índice
Baião de Dois
Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
Capitão que moda é essa, deixe a tripa e a cuié
Home não vai na cozinha, que é lugá só de mulhé
Vô juntá feijão de corda, numa panela de arroz
Capitão vai já pra sala, que hoje têm baião de dois
Ai, ai ai, ó baião que bom tu sois
Se o baião é bom sozinho, que dirá baião de dois
Se o baião é bom sozinho, que dirá baião de dois
Ai ai, baião de dois, ai ai, baião de dois
Capitão que moda é essa, deixe a tripa e a cuié
Home não vai na cozinha, que é lugá só de mulhé
Vô juntá feijão de corda, numa panela de arroz
Capitão vai já pra sala, que hoje têm baião de dois
Ai, ai ai, ó baião que bom tu sois
Se o baião é bom sozinho, que dirá baião de dois
Se o baião é bom sozinho, que dirá baião de dois
Ai ai, baião de dois, ai ai, baião de dois
- Cifras - Baião -
Baião
Tom: C
C7
Eu vou mostrar pra vocês
Como se dança o baião
E quem quiser aprender
F7
É favor prestar atenção
Morena chega pra cá
Bem junto ao meu coração
D7
Agora é só me seguir
G7 C
Pois eu vou dançar o baião
F7
Eu já dancei balancê
Xamego, samba e xerém
Mas o baião tem um quê
Que as outras dancas não têm
Oi quem quiser é só dizer
D7
Pois eu com satisfação
C
Vou dançar cantando o baião
F7
Eu já cantei no Pará
Toquei sanfona em Belém
Cantei lá no Ceará
E sei o que me convém
Por isso eu quero afirmar
D7
Com toda convicção
G7 C
Que sou doido pelo baião
- Letras - Boiadero -
BOIADERO
Armando Cavalcanti / Klecius Caldas
Vai, boiadeiro, que a noite já vem
Guarda o teu gado
E vai pra junto do teu bem
De manhãzinha quando eu sigo pela estrada
Minha boiada pra invernada eu vou levar
São dez cabeças, é muito pouco, é quase nada
Mas num tem outras mais bonitas no lugar
Vai, boiadeiro, que o dia já vem
Leva o teu gado
E vai pensando no teu bem
De tardezinha quando eu venho pela estrada
A fiarada tá todinha a me esperar
Todas feinha, é muito pouco, é quase nada
Mas num tem outros mais bonitos no lugar
Vai, boiadeiro, que a tarde já vem
Leva o teu gado
E vai pensando no teu bem
E quando eu chego na cancela da morada
Minha Rosinha vem correndo me abraçar
É pequenina, é miudinha, é quase nada
Mas num tem outra mais bonita no lugar
Vai, boiadeiro, que a noite já vem...
Guarda o teu gado
E vai pra junto do teu bem
Luiz Gonzaga
Buraco de TatuNão boto a mão em buraco de tatué muito perigosoé preciso ter cuidadolá dentro pode ter uma cascavelou surucucuesperando com bote armadolá no meu roçadono meio do mandiocaltemmuito buraco de tatuo meu irmão que é muito enchiridoenfiou a mãoencontrou um surucucubem feito, quem foi que lhe mandouenfiar amão em buraco de tatu
Cacimba Nova
Fazenda Cacimba Nova
Foi bonito teu passado
Ainda estás dando a prova
Pelo o que vejo ao teu lado
Concorra ao grande pendido
Carro velho, esquecido
Pelo sol todo encardido
Sentindo sem paradeiro
Falta de juntas de boi
Que eles levavam de dois
Obedecendo ao carreiro
Resiste em ti casarão
Em ti as águas rolavam
Onde os vaqueiros brincavam
Em corridas de murão
O touro velho berrando
No tronco do pau fungando
Os seus chifres amolados
Com o maior desespero
O heroísmo tamanho
Em defesa do rebanho
Fazendo medo a vaqueiro
Quem te vê sai suspirando
Lamentando cada instante
Vendo tempo devorando
O teu passado brilhante
Mas rogo a Deus para um dia
Reinar-te ainda alegria
Paz, sossego e harmonia
Voltando a felicidade
Que um sentimental vaqueiro
Passando no seu terreiro
Solte um aboio de saudade
E,e,e,o,e....
E, boi....
Capim Novo
Luiz Gonzaga e José Clementino
Nem ovo de codorna,
Catuaba ou tiborna
Não tem jeito não
Não tem jeito não
Amigo véio pra você
Tem jeito não
Amigo véio pra você
Tem jeito não, não, não
Esse negócio de dizer que
Droga nova
Muita gente diz que aprova
Mas a prática desmentiu
O doutor disse
Que o problema é psicologico
Não é nada fisiológico
Ele até me garantiu
Não se iluda amigo véio
Vai nessa não
Essa tal de droga nova
Nunca passa de ilusão
Certo mesmo é
Um ditado do povo:
Pra cavalo véio
O remédio é capim novo
Músias > Trio Pé de Serra
Cigarro de Palha Meu cigarro de palhaMeu cavalo ligeiroMinharede de malhaMeu cachorro perdiqueiroOlha a manhã vaiclareandoDeixo a rede a balançarO meu cavalo vou guiandoFaço umbom a me guiarFumo um cigarro de vez em quandoPra esquecer e pralembrarE só me falta uma linda morenaPra mais nada me faltar
voltar
- Letras - Cintura Fina -
CINTURA FINA
Luiz Gonzaga / Zé Dantas
Minha morena, venha pra cá
Pra dançar xote
Se deita em meu cangote
E pode cuchilar
Tu és muié pra homem nenhum
Botar defeito
Por isso sastifeito
Com você vou dançar
Vem cá cintura fina, cintura de pilão,
Cintura de menina, vem cá, meu coração...
Quando eu abarco essa cintura de pilão
Fico frio, arrepiado, quase morto de paixão
E fecho os óio quando sinto o teu calor
Pois teu copro só foi feito
Pros cochilo do amor
Vem cá cintura fina, cintura de pilão...
- Cifras - Danado de Bom -
Danado de Bom
Tom: C
C Dm
Tá é danado de bom
G7 C
Tá danado de bom meu compade
Dm
Tá é danado de bom
G7
Forrozinho bonitinho,
Gostosinho, safadinho,
C
Danado de bom
C
Olha o Natamira na zabumba
O Zé Cupira no triângulo
Dm
E Mariano no gonguê
G7
Olha meu compadre na viola
Meu sobrinho na manola
C
E Cipriano no melê
C
Olha a meninada nas cuié
C7
Tá sobrando capilé
F
E já tem bêbo pra daná,
C
Tem nego grudado que nem piolho
G7
Tem nega piscando o olho
C
Me chamando pra dançar
Tá é danado de bom...
Tá, que forrozinho de primeira
Já num cabe forrozeiro
Dm
E cada vez chegando mais
G7
Tá, da cozinha e do terreiro,
Sanfoneiro, zabumbeiro
C
Pra frente e pra trás
Olha meu compadre Damião
C7
Pode apagar o lampeão
F
Que tá querendo clarear
C
Agüenta o fole meu compadre Bororó
G7
Que esse é o tipo de forró
C
Que não tem hora pra parar
Dança, Mariquinha
Luiz Gonzaga / Miguel Lima
(Primeira Gravação de Luiz Gonzaga como cantor)
Dança, dança, Mariquinha
Para o povo apreciar
Essa boa mazurquinha
Que pra você vou cantar
Ouça, meu bem,
A sanfona tocar
Quitiribom, quitiribom,
Toca no baixo desse acordeom
Quitiribom, quitiribom,
Que mazurquinha
Que compasso bom
Quando pego na sanfona
A turma se levanta
E pede uma mazurca
Quando bato a mão no fole
Sei que a turma toda
Vai ficar maluca
Todo mundo se admira
Do fraseada que a sanfona diz
Quando acaba a contradança
O povo admirado ainda pede bis.
De Terezina a São LuisG Peguei o trem em Teresina C G pra SãoLuiz do Maranhão atravessei o Paraíba C G ai ai que dor nocoração C G E o trem danou-se, naquelas brenhas C G soltandobrasa, comendo lenha C G comendo lenha, soltando brasa C G etanto que me coma a brasa G Bom dia, Caxias terra morena deGonçalve Dias C Dona Sinhá, avise pra acertá D que eu estou muitoavexado G e dessa vez não vou ficar G Boa tarde, cordó do forró eo catimbó C gostei de ver e gosto de escutar D detem meuspassageiros que G comem mostrando o prato G alô, frazá oscearênces acabam de chegar e os meus irmãos Cvou mostrar prabenta Nice D vocês vão para Pedreiras G que eu vou pra São Luiz
voltar
Derramaro o Gái
Luiz Gonzaga - Zé Dantas
G Am
Eu nesse côco num vadeio mais
D7 G
Apagaro o candeeiro, derramaro o gai (Côro) (4x)
C G
Apagaro o candeeiro, derramaro o gái
D7 G
Coisa boa nesse escuro já sei que num sai
C G
Já não tão mais respeitando nem eu que sou pai
D7 G
Pois me deram um beliscão quase a carça cai
C G
Começando desse jeito num sei pronde vai
D7 G
Por isso nesse côco num vadeio mais
Eu nesse côco num vadeio mais...
C G
No escuro desse jeito ninguém se distrai
D7 G
Pai de moça nessa festa só vai ter trabái
C G
Seu Zé Chico nesse côco e Isabé num cai
D7 G
O seu noivo tá querendo mas eu sou o pai
C G
Ou acende um candeeiro bem cheim de gái
D7 G
Ou ela nesse côco num vadeia mais
Eu nesse côco num vadeio mais...
C G
Sazefinha entrou no côco com a gente e num sai
D7 G
Pois ficou que nem badalo dentro do chocái
C G
Levou tanta imbigada que caiu pra trái
D7 G
Saiu andando manca que nem papagái
C G
Seu marido foi falar mas levou cinco talhos
D7 G
Por isso nesse côco num vadeio mais
Eu nesse côco num vadeio mais...
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Dezessete e Setecentos
(Luiz Gonzaga)
A Bm7 A
Eu lhe dei vinte mil réis pra pagar tês e trezentos
Bm7 A
Você tem que me voltar dezessete e setecentos
Sou diplomado, frquentei a academia
A#° Bm7
Conheço geografia, sei até multiplicar
D D#° A
Dei vinte mango para pagar três e trezentos
F#7 Em7 E A
Dezessete e setecentos você tem que me voltar
Bm7 A
Mas eu lhe dei vinte mil réis pra pagar três e trezentos
E A
Você tem que voltar dezessete e setecentos
Eu acho bom você tirar os nove fora
A#° Bm7
Evitar que eu vá embora e deixe a conta sem pagar
D D#° A
Eu já lhe disse que essa droga tá errada
F#7 Bm7 E A
Vou buscar a tabuada e volto aqui pra lhe provar
- Cifras - Estrada de Canindé -
Estrada de Canindé
Tom: G
G D7
Ai, ai, que bom
G
Que bom, que bom que é
Am
Uma estrada e uma cabocla
D7 G
Cum a gente andando a pé
D7
Ai, ai, que bom
G
Que bom, que bom que é
Am
Uma estrada e a lua branca
D7 G
No sertão de Canindé
G7 Cm D7 G
Automove lá nem sabe se é home ou se é muié
G7
Quem é rico anda em burrico
Cm D7 G
Quem é pobre anda a pé
Mas o pobre vê nas estrada
E7 Am
O orvaio beijando as flô
D7
Vê de perto o galo campina
G
Que quando canta muda de cor
Vai moiando os pés no riacho
G7 Dm G C
Que água fresca, nosso Senhor
Cm G
Vai oiando coisa a grané
Em Am
Coisas qui, pra mode vê
D7 G
O cristão tem qui andar a pé
Estrela de Ouro
José Batista e Antônio Barros
Reinado, coroa
Tudo isso o baião me deu
Estrelas de ouro
No meu chapéu
Roupa de couro e gibão
Como um milagre caído do céu
Fizeram-me o rei do baião
Ainda me lembro do tempo
Que a gente
Dançava no meio do salão
Mas hoje tá tudo mudado,
devido ao reinado do meu baião
Percorri o mundo inteiro
Pra ver se encontrava
um destino melhor
Mas até no estrangeiro
Esse bom brasileiro
Também é o maior
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Forró de Mané Vito
Luiz Gonzaga e Zé Dantas
Seu delegado, digo a vossa
senhoria
Eu sou fio de uma famia
Que não gosta de fuá
Mas tresantontem
No forró de Mané Vito
Tive que fazer bonito
A razão vou lhe explicar
Bitola no Ganzá
Preá no reco-reco
Na sanfona de Zé Marreco
Se danaram pra tocar
Praqui, prali, pra lá
Dançava com Rosinha
Quando o Zeca de Sianinha
Me proibiu de dançar
Seu delegado, sem encrenca
eu não brigo
Se ninguém bulir comigo
Num sou homem pra brigar
Mas nessa festa
Seu dotô, perdi a carma
Tive que pegá nas arma
Pois num gosto de apanhar
Pra Zeca se assombrar
Mandei parar o fole
Mas o cabra num é mole
Quis partir pra me pegar
Puxei do meu punhá
Soprei o candieiro
Botei tudo pro terreiro
Fiz o samba se acabar
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- Cifras - Forró no Escuro -
Forró No Escuro
Tom: G
G C
O candeeiro se apagou
D G
O sanfoneiro cochilou
C Am
A sanfona não parou
D G
E o forró continuou
D
Meu amor não vá simbora
Não vá simbora
G
Fique mais um bucadinho
Um bucadinho
D
Se você for seu nego chora
Seu nego chora
G
Vamos dançar mais um tiquinho
Mais um tiquinho
D
Quando eu entro numa farra
G
Num quero sair mais não
D
Vou inté quebrar a barra
G
E pegar o sol com a mão
From United States Of Piauí
Gonzaguinha
Unite States of...
Unite States of...
Unite States of...
... of Piauí
A minha prima lá do Piauí
Deixou de fazer renda só pra ver novela
A minha prima lá do Piauí
Não bebe mais garapa: vai de coca-cola
Luz de Candeeiro não se usa mais
Luz artificial substitui o gás
Calça de couro, alvorada e brim
Deram o seu lugar pra uma tal calça lee
A minha prima escreveu pra mim
E não fala "venha cá", só fala "come here"
Vou mandar minha resposta breve
Para United States of Piauí
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Imbalança
Luiz Gonzaga - Zé Dantas
Óia a paia do coqueiro
Quando o vento dá,
Óia o tombo da jangada
Nas ondas do mar,
Óia o tombo da jangada
Nas ondas do mar,
Óia a paia do coqueiro
Quando o vento dá,
Imbalança, imbalança, imbalançá
Imbalança, imbalança, imbalançá
Imbalança, imbalança, imbalançá
Imbalança, imbalança, imbalançá
Pra você agüentar meu rojão
É preciso saber requebrar
Ter molejo nos pés e nas mãos
Ter no corpo o balanço do mar
Ser que nem carrapeta no chão
E virar foia seca no ar
Para quando escutar meu baião
Imbalança, imbalança, imbalançá
Você tem que viver no sertão
Pra na rede aprender a embalar,
Aprender a bater no pilão,
Na peneira aprender peneirar
Ver relampo no mei' dos trovão
Fazer cobra de fogo no ar
Para quando escutar meu baião
Imbalança, imbalança, imbalançá
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Luiz Gonzaga
Já era tempoAi compadre ta na horaPega a jega dá na esporaDebanda vamo emboraCapoeira aforaVamos sumir na poeiraPoeira conotefifini fumPra um lugarQue forró todo tempo é bomAonde o folevelhoToca o ano inteiroE o forrozeiroEsbanai o coraçãoCuidado namorenaE tome cheiroQue o sanfoneiroTempo todo tem razãoLuizGonzaga / João Silva
- Letras - Juazeiro -
JUAZEIRO
Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
Juazeiro, juazeiro
Me arresponda, por favor,
Juazeiro, velho amigo,
Onde anda o meu amor
Ai, juazeiro
Ela nunca mais voltou,
Diz, juazeiro
Onde anda meu amor
Juazeiro, não te alembra
Quando o nosso amor nasceu
Toda tarde à tua sombra
Conversava ele e eu
Ai, juazeiro
Como dói a minha dor,
Diz, juazeiro
Onde anda o meu amor
Juazeiro, seje franco,
Ela tem um novo amor,
Se não tem, porque tu choras,
Solidário à minha dor
Ai, juazeiro
Não me deixa assim roer,
Ai, juazeiro
Tô cansado de sofrer
Juazeiro, meu destino
Tá ligado junto ao teu,
No teu tronco tem dois nomes,
Ele mesmo é que ecreveu
Ai, juazeiro
Eu num güento mais roer,
Ai, juazeiro
Eu prefiro inté morrer.
Ai, juazeiro...
Ladrão de Bode
Rui Morais e Silva
Vida boa vida alegre, minha vida é um pagode,
Me criei robando cabra, vou morrê robando bode
Me criei robando cabra, vou morrê robando bode
Seu delegado me solta, lhe garanto ao senhor
Se aprendi a roba bode, foi meu pai que me ensinou
Desde o tempo de menino, com o finado meu avô
Desde o tempo de menino, com o finado meu avô
Vida boa vida alegre, minha vida é um pagode,
Me criei robando cabra, vou morrê robando bode
Me criei robando cabra, vou morrê robando bode
Eu tenho 14 filhos, tive o dom de ensinar
Como se roba esses bode, seja qualquer animar
Mando enterrá o couro, moi de não deixá sinar
Mando enterrá o couro, moi de não deixá sinar
Vida boa vida alegre, minha vida é um pagode,
Me criei robando cabra, vou morrê robando bode
Me criei robando cabra, vou morrê robando bode
Não adianta chibata, nem bolo de palmatória
Me soltou robo de novo, e acabou-se a história
Sua glória á ser soldado, roubá bode é minha glória
Sua glória á ser soldado, roubá bode é minha glória
Vida boa vida alegre, minha vida é um pagode,
Me criei robando cabra, vou morrê robando bode
Me criei robando cabra, vou morrê robando bode
Légua Tirana
Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Oh, que estrada mais comprida
Oh, que légua tão tirana
Ai, se eu tivesse asa
Inda hoje eu via Ana
Quando o sol tostou as foia
E bebeu o riachão
Fui inté o juazeiro
Pra fazer a minha oração
Tô voltando estropiado
Mas alegre o coração
Padim Ciço ouviu a minha prece
Fez chover no meu sertão
Varei mais de vinte serras
De alpercata e pé no chão
Mesmo assim, como inda farta
Pra chegar no meu rincão
Trago um terço pra das dores
Pra Reimundo um violão
E pra ela, e pra ela
Trago eu e o coração
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Lorota Boa
(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
C G C
Dei u'a carrera num cabra qui mexeu c'a Maroquinha
G C
Cumeçou na Mata Grande e acabou na Lagoinha!
Dm7 C
Curri mais de sete légua, carregado cumo eu vinha
G C
Pois trazia na cabeça um balaio cheio de galinha
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C G C
Certa noite muito escura atirei de brincadeira
G C
Espaiei dezesseis chumbo cum a minha atiradeira
Dm7 C
No momento ia passando quinze patos no terreiro
G C
Qui cairam fulminado, oi qui tiro mais certeiro
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C G C
Uma coisa aqui no Rio qui me chamou atenção
G C
Foi ver a facilidade qui se toma condução
Dm7 C
Todo mundo confortave, seja em trem ou gostosão
G C
E os tais de trocadores, qui amáveis que eles são
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C G C
Vou contar agora um caso qui astur dia assucedeu
G C
Minha sogra tá de prova que tal fato aconteceu
Dm7 C
Uma cobra venenosa viu a véia e mordeu
G C
Mais inveis da minha sogra foi a cobra que morreu
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
C G C
O meu primo Zé Potoca mente tanto qui faiz dó
G C
Me contou qui pegou água, inrolô e deu um nó
Dm7 C
Qui mintira mais danada, qui conversa mais à toa
G C
Dá nó n'água né pussive, é lorota e das boa
F G C
Oh, oh, oh! (2x)
G C
Qui mintira qui lorota boa (2x)
- Cifras - Mangaratiba -
Mangaratiba
Tom: C
G
Ôi, lá vem o trem rodanda estrada arriba
Pronde é que ele vai?
Mangaratiba! Mangaratiba! Mangaratiba!
F C
Adeus Pati, Araruama e Guaratiba
G C
Vou pra Ibacanhema, vou até Mangaratiba!
F C
Adeus Alegre, Paquetá, adeus Guaíba
F C
Meu fim de semana vai ser em Mangaratiba!
C7
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
C
Mangaratiba!
Lá tem banana, tem palmito e tem caqui
E quando faz liar, tem violão e parati
C7 F
O mar é belo, lembra o seio de Ceci
C G C
Arfando com ternura, junto à praia de Anguiti
C7
Oh! Mangarati, Mangarati, Mangaratiba!
C
Mangaratiba!
Lá tem garotas tão bonitas como aqui:
Zazá, Carime, Ivete, Ana Maria e Leni
C7 F
Amada vila junto ao mar de Sepetiba
C G
Recebe o meu abraço, sou teu fã
C
Mangaratiba!
F C7
Mangaratiba! Mangaratiba!
Não Vendo Nem Troco
Gonzagão e Gonzaguinha
Olha que pedaço
É pra sonhar!
Que coisa mais bonita,
Que belo animal
Você está querendo se
Engraçar
Não é pra vender,
Nem é pra trocar
Olha que molejo que ela tem
Beleza sem igual
Que graça tem também
Ela é formosa,
Sei muito bem,
Por isso que ela é minha,
Não divido com ninguém
É meu xodó,
É meus amô
Ela me acompanha
Pelos canto adonde eu vou
É companhia de qualidade
É de confiança e tranquilidade
Tenha mais vergonha
Tenha mais respeito
Ela não se engraça
Com qualquer sujeito
Mas com esse molejo,
Com esse tempero
Você não compra nunca
Guarde seu dinheiro
Mas é que ela é cobiçada
Em todo esse sertão
Essa véia é minha
E eu não troco não
Essa véia é minha vida,
Vendo não senhor!
Essa égua eu não vendo,
Não troco, nem dô
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Nem Se Despediu de Mim
Luiz Gonzaga - João Silva
Nem se despediu de mim
Nem se despediu de mim
Já chegou contando as horas
Bebeu água e foi-se embora
Nem se despediu de mim
Te assossega coração
Esse amor renascerá
Vai-se um dia mais vem outro
Aí então, quando ele voltar
Quebre o pote e a quartinha
Bote fogo na tamarinha
Que ele vai se declarar
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- Cifras - No Meu Pé de Serra -
No Meu Pé de Serra
Tom: G
G D7
Lá no meu pé de serra
G
Deixei ficar meu coração
D7
Ai, que saudades tenho
G
Eu vou voltar pro meu sertão
D7
No meu roçado trabalhava todo dia
G
Mas no meu rancho tinha tudo o que queria
D7
Lá se dançava quase toda quinta-feira
G
Sanfona não faltava e tome xóte a noite inteira
D7
O xóte é bom
G
De se dançar
D7 G
A gente gruda na cabôcla sem soltar
D7
Um passo lá
G
Um outro cá
D7
Enquanto o fole tá tocando,
G
tá gemendo, tá chorando,
D7 G
tá fungando, reclamando sem parar
- Letras - Numa Sala de Reboco -
NUMA SALA DE REBOCO
Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira
Todo tempo quanto houver
Pra mim é pouco pra dançar com
Meu benzinho numa sala
De reboco
Enquanto o fole
Tá fungando, tá gemendo
Vou dançando e vou dizendo
Meu sofrer pra ela só
E ninguém nota que eu estou lhe conversando
E nosso amor vai aumentando
Pra coisa mais melhor
Todo tempo quanto houver...
Só fico triste quando o
Dia amanhece, ai, meu Deus,
Se eu pudesse acabar
A separação
Pra nós viver igualado a
Sangue-suga e nosso amor
Pede mais fuga do que essa
Que nos dão
- Cifras - O Xote das Meninas -
O Xote das Meninas
Tom: F
F
Mandacaru, quando flora
Na seca
É o sinal que a chuva chega no
Bb
Sertão
Toda menina que enjoa da
F
Boneca
C
É sinal que o amor
F
Já chegou no coração
Bb
Meia comprida, não quer mais
F
Sapato baixo
C
Vestido bem cintado
F
Não quer mais vestir timão
Gm A7
Ela só quer, só pensa em
Dm
Namorar
Gm A7
Ela só quer, só pensa em
Dm
Namorar
Dm
De manhã cedo já tá pintada
A
Só vive suspirando
Dm
Sonhando acordada
A
O pai leva ao doutô
Dm
A filha adoentada
A
Não come nem estuda,
Dm
Não dorme, não quer nada
Gm A7
Ela só quer, só pensa em
Dm
Namorar
Gm A7
Ela só quer, só pensa em
Dm
Namorar
Dm
Mas o doutô nem examina
A
Chamando o pai de lado
Dm
Lhe diz logo em surdina
A
Que o mal é da idade
Dm
Que pra tal menina
A
Não há um só remédio
Dm
Em toda medicina
Gm A7
Ela só quer, só pensa em
Dm
Namorar
Gm A7
Ela só quer, só pensa em
Dm
Namorar
- Cifras - Olha pro Céu -
Olha Pro Céu
Tom: Dm
Dm
Olha pro céu, meu amor
D Gm
Vê como ele está lindo
C7 F A7
Olha praquele balão multicor
Dm Bb A7
Como no céu vai sumindo
D
Foi numa noite, igual a esta
A
Que tu me deste o teu coração
O céu estava, assim em festa
D
Pois era noite de São João
Am C B
Havia balões no ar
Em
Xóte, baião no salão
G E
E no terreiro
D B E A
O teu olhar, que incendiou
D
Meu coração
Ovo De Codorna
Severino Ramos
Eu quero um ovo de codorna pra comer
O meu problema ele tem que resolver
Eu tô madurão
Passei da flor da idade
Mas ainda tenho
Alguma mocidade,
Vou cuidar de mim
Pra não acontecer
Vou comprar ovo de codorna
Pra comer
Eu quero um ovo de codorna pra comer...
Eu já procurei
Um doutor meu amigo
Ele me falou
"Pode contar comigo"
Ele me ensinou
E eu passo pra você
Vou lhe dar
Ovo de codorna pra comer
Eu quero um ovo de codorna pra comer...
Eu estava triste
Quase apavorado
Estavam me fazendo
De pobre coitado
Minha companheira
Tá feliz porque
Eu comprei ovo de codorna pra comer
Eu quero um ovo de codorna pra comer
O meu problema ele tem que resolver
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- Cifras - Pagode Russo -
Pagode Russo
Tom: Am
Am
Ontem eu sonhei que estava em Moscou
Am6 Am
Dançando pagode russo na boate Cossacou (bis)
Am
Parecia mais um frevo
E Am
Naquele "cai e não cai"
Am
Parecia mais um frevo
E Am
Naquele "vai e não vai"
Dm Am E Am
Vem cá Cossaco
E Am
Cossaco dança agora
Dm Am
Na dança do Cossaco
E Am
Não ficar Cossaco fora
- Cifras - Paraíba -
Paraíba
Tom: G
G
Quando a lama virou pedra
Am
E Mandacaru secou
D7
Quando o Ribação de sede
G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
C
Carregando a minha dor
Cm
Hoje eu mando um abraço
G
Pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7 G
Muié macho, sim sinhô
G
Eita pau pereira
Am
Que em princesa já roncou
D7
Eita Paraíba
G
Muié macho sim sinhô
Eita pau pereira
C
Meu bodoque não quebrou
Cm
Hoje eu mando
G
Um abraço pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7 G
Muié macho, sim sinhô
G
Quando a lama virou pedra
Am
E Mandacaru secou
D7
Quando arribação de sede
G
Bateu asa e voou
Foi aí que eu vim me embora
C
Carregando a minha dor
Cm
Hoje eu mando um abraço
G
Pra ti pequenina
Am
Paraíba masculina,
D7 G
Muié macho, sim sinhô
Eita, eita
C7
Muié macho sim sinhô
Paraíba
Tom: A
A
Quando a lama virou pedra
Bm
E mandacaru secou
E7
Quando ribaçã de sede
A
Bateu asas e voou
A7
Foi aí que eu vim'embora
D
Carregando a minha dor
Bm A E
Hoje mando um abraço prá ti pequenina
A Bm
Paraíba masculina
E A
Muié macho sim senhor
Êta pau-pereira
Bm
Que em princesa já roncou
E
Êta paraíba
A
Muié macho sim senhor
Êta pau-pereira
A7 D
Meu bodoque não quebrou
B A E
Hoje mando um abraço pra ti pequenina
A Bm
Paraíba masculina
E A
Muié macho sim senhor
Bm
Êta, êta
E A
Mulher macho sim senhor
Passo do Pinguim
(Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)
Tom: C
C
Pinguim nadou do pólo até o Cabo Firo
E de lá pro Rio
Dm7
Pra brincar o carnaval
Do calor pinguim nem deu sinal
G7
De casaco e peito duro
C
O pinguim é mesmo o tal
G
Pinguim!
Dm7 G C
Oi, olha o passo, o passo do pinguim, pinguim
Dm7 G C
Sacudindo os ombros vai devagarinho, assim
F C
E se o calor esquenta o fraque do pinguim
Dm7 G C
Ele pede um chope duplo e bebe tudo até o fim
G
Pinguim!
Pau de Arara
Luiz Gonzaga e Guio de Moraes
Quando eu vim do sertão,
seu môço, do meu Bodocó
A malota era um saco
e o cadeado era um nó
Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau-de-arara
Eu penei, mas aqui cheguei (bis)
Trouxe um triângulo, no matolão
Trouxe um gonguê, no matolão
Trouxe um zabumba dentro do matolão
Xóte, maracatu e baião
Tudo isso eu trouxe no meu matolão
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- Letras - Asa Branca -
PENSE N´EU
Luiz Gonzaga Júnior
Pense n'eu quando em vez,
Coração
Pense n'eu vez em quando
Onde estou, como estarei
Se sorrindo ou se chorando
Se sorrindo ou se chorando
Pense n'eu vez em quando
Pense n'eu vez em quando (2X)
Tô na estrada
E tô sorrindo apaixonado
Pela gente, pelo povo
Do meu país
Oh le, rê
Tô feliz pois apesar do sofrimento
Vejo o mundo de alegria
Bem na raiz,
Vamo lá
Alegria,
Muita fé e esperança
Na aliança pra fazer tudo melhor
E será
Felicidade o teu nome é união
O povo unido é beleza
Mas maior
- Cifras - Qui nem Giló -
Qui Nem Jiló
Tom: F
Introdução: F - B - Em - A7 - Dm - F - G - C
C B
Se a gente lembrar só por
Em G7
Lembrar
C D
O amor que um dia a gente
G G7
Perdeu
F B Em
Saudade inté que assim é bom
A7 Dm
Pro cabra se convencer
G C
Que é feliz sem saber
G
Pois não sofreu
C B Em G
Porém se a gente vive a sonhar
C D
Com alguém que se deseja
G G7
Rever
F B Em
Saudade intonce aí é ruim
A7 Dm
Eu tiro isso por mim
F G C
Que vivo doido a sofrer
G
Ai quem me dera voltar
C
Pros braços do meu xodó
G
Saudade assim faz roer
C
E amarga que nem jiló
G
Mas ninguém pode dizer
C C7
Que me viu triste a chorar
F G
Saudade, o meu remédio é
C C7
Cantar
F G
Saudade, o meu remédio é
C
Cantar
- Cifras - A Dança da Moda -
A Dança da Moda
Tom: Em
Em
No Rio tá tudo mudado
B7
Nas noites de São João
Em vez de polca e rancheira
Em
O povo só dança e só pede o baião
D7
No meio da rua
G
Inda é balão
D7
Inda é fogueira
É fogo de vista
Mas dentro da pista
G
O povo só dança e só pede o baião
Am7 D7
Ai, ai, ai, ai, São João
G
Ai, ai, ai, ai, São João
D7
É a dança da moda
Pois em toda a roda
G
Só pedem o baião
Prosa de "Respeita Januário" de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira
Eita, com seiscentos mil diabos! Mas onde já se viu? Desde queesse filho de Januário vortou do Sul, tem sido um arvoroço dapeste lá pra banda do Novo Exu. Todo mundo vai ver o diabo donêgo! Eu também fui mas num gostei. O nêgo tá muito modificado...nem parece aquele molequinho que saiu daqui em 1930! Ele eramalera, bochudo, cabeça-de-papagaio, zambeta, fêi pra peste! Qualquê? O nêgo agora tá gordo que parece um major. É uma gasemiralascada, um dinheiro danado... enricou! Tá rico! Pelos cárclosque fiz ele deve possuir mais de dez contos de Réis. Sonfononagrande danada... 120 baixos. É muito baixo! Eu nem sei pra quêtanto baixo porque, arreparando bem, ele só toca em dois.Januário não! O fole de Januário tem 8 baixos mas ele toca emtodos os oito. Sabe duma coisa? Luiz tá com muito cartái... é umcartái da peste! Mas ele precisa respeitar os oito baixos do paidele. É por isso que eu canto assim:
Luiz, respeita Januário
Luiz, respeita Januário
Luiz, tu pode ser famoso
Mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai
Luiz, respeita os oito baixos do teu pai
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- Cifras - Respeita Januário -
Respeita Januário
Tom: G
G
Quando eu voltei lá no sertão
Eu quis mangar(zombar) de Januário
D
Com meu fole prateado
Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho
G
Como nêgo empareado
G7
Mas antes de fazer bonito de passagem por Granito
Foram logo me dizendo:
A D
"De Itaboca à Rancharia, de Salgueiro à Bodocó, Januário é omaior!"
E foi aí que me falou mei' zangado o véi Jacó:
G A D
"Luí" respeita Januário
G
"Luí" respeita Januário
G7
"Luí", tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
C
E com ele ninguém vai, "Luí"
G D G
"Luí", respeita os oito baixos do teu pai
- Letras - Retrato de Um Forró -
RETRATO DE UM FORRÓ
Luiz Gonzaga / Luiz Ramalho
Quando tu balança
Dá um nó na minha pança
Madrugada entrando
E o fole gemendo
Poeira subindo
E o suor descendo
Quem não tava "bêbo"
Já tava querendo
E eu cambaleando
Ia te dizendo
Quando tu balança...
Tava requebrando
E eu naquele jogo
Eu tava me esquentando
Mesmo sem ter fogo
Só batia palmas
De pernas puxada
Como quem atira
Em onça pintada
Quando tu balança...
- Cifras - Riacho do Navio -
Riacho do Navio
Tom: F
F
Riacho do Navio
C
Corre pro Pajeú
O rio Pajeú vai despejar
F
No São Francisco
O rio São Francisco
Bb C
Vai bater no mei' do mar
C
O rio São Francisco
F
Vai bater no mei' do mar
F
Se eu fosse um peixe
C
Ao contrário do rio
Nadava contra as águas
F
E nesse desafio
Saía lá do mar pro
Bb C
Riacho do Navio
C
Saía lá do mar pro
F
Riacho do Navio
F
Pra ver o meu brejinho
C
Fazer umas caçada
Ver as "pegá" de boi
F
Andar nas vaquejada
Dormir ao som do chocalho
Bb C
E acordar com a passarada
C
Sem rádio e nem notícia
F
Das terra civilizada
C
Sem rádio e nem notícia
F
Das terra civilizada
Roendo Unha
(Luiz Ramalho e Luiz Gonzaga)
Quando Vinvin cantou
corri pra ver você
Atrás da serra, o sol
estava pra se esconder
Quando você partiu
eu não esqueço mais
Meu coração, amor,
partiu atrás
vivo com os olhos na ladeira
quando vejo uma poeira
penso logo que é você
Vivo de orelha levantada
Para o lado da estrada
que atravessa o muçambê
Ora, já estou roendo unha
A saudade é testemunha
Do que agora vou dizer
Quando na janela
Eu me debruço
O meu cantar é um soluço
A galopar no maçapê
- Cifras - Sabiá -
Sabiá
Tom: Am
Am
A todo mundo eu dou psiu
B
Psiu, psiu, psiu
Em
Perguntando por meu bem
Psiu, psiu, psiu
Am
Tendo o coração vazio
B
Vivo assim a dar psiu
Em
Sabiá vem cá também
Psiu, psiu, psiu
E
Tu que anda pelo mundo
Sabiá
Am
Tu que tanto já voou
Sabiá
D
Tu que fala aos passarinhos
Sabiá
G
Alivia a minha dor
Em
Sabiá
B
Tem pena d'eu
Em
Sabiá
B
Tens, por favor
Em
Sabiá
B
Tu que tanto anda no mundo
Em
Sabiá
B
Onde anda o meu amor
Em Am B Em
Sabiá . . . á
Músicas
Luiz Gonzaga
Só XoteSanfoneiro, toque xote.Toque xote que eu queroxotear.Nesse xote, eu danço a noite inteira.Xoteando para o povoapreciar (2X)Dança xote com quem sabe é bom demais.Tenho certezaque dançar melhor não há.Por isso eu peço sanfoneiro, toque xote,toque xote.Toque xote que eu quero XotearOnildo Almeida
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Músicas
Luiz Gonzaga
Súplica CearenseÓ deus, perdôe esse pobre coitadoQue de joelhosrezou um bocadoPedindo pra chuva cair sem pararÓ deus, será que osenhor se zangouE só por isso o sol arretirouFazendo cair toda achuva que háSenhor, eu pedí para o sol se esconder umtiquinho,Pedí pra chover, mas chover de mansinhoPra ver se nasciauma planta no chãoMeu deus, se eu não rezei direito o senhor meperdôeEu acho que a culpa foiDeste pobre que nem sabe fazeroraçãoÓ deus, perdôe eu encher os meus olhos de águaE ter lhepedido cheinho de mágoa,Pro sol inclemente de arretirarDesculpe,eu pedir a toda hora pra chegar o invernoDesculpe eu pedir paraacabar com o infernoQue sempre queimou o meu cearáLa-laia-laia......
Tacacá
Luiz Gonzaga e Lourival Passos
Quem vai a Belém do Pará
Desde a hora em que sai
Não se esquece de lá
Quer voltar
Lembrar do Açaí e do
Tacacá
Que saudade que dá
De Belém do Pará
Orar na Matriz de Belém
Conversar com alguém
Como é bom recordar
Jesus em Belém foi nascer
Eu quisera viver
Em Belém do Pará
Tá-qui tucupi
Tem mais o jambum
Também camarão
Quem quer tacacá
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Músicas
Luiz Gonzaga
Umbuzeiro da saudadeumbuzeiro velhovelho amigo que diriaquetuas folhas caidastuas galhas ressequidasiam me servir um diafoinaquela manhazinhaquando o sol nos acordouque a nossafelicidademachucou tanta saudadeque me endoideceu deamorindiscreto passarinhosolitário cantadordescobriu nossosegredoacabou com nosso enredobateu assas e vooue hoje vivo pelomundotal qual um vem vemassobiando o dia inteiroquando vejo umumbuzeirome lembro te ti meu bemLuis Gonzaga e João Silva
Músicas
Luiz Gonzaga
Vê se ligas pra mimVê se ligas pra mim (4X)Eu fico tododengosoOrgulhoso e formosoQuando ligas pra mimMeu amor nãoimaginasPra chegar uma cartinhaDe você como demoraVou morarnaquela ruaColadinha igual a tuaPra ti ver de hora em horaParaque não me esqueçaMesmo que nada aconteçaTelefona mesmo assimEufico todo dengosoOrgulhoso, formosoQuando ligas pra mimJoão Silva/ Luiz Gonzaga
- Letras - Vem Morena -
VEM MORENA
Luiz Gonzaga / Zé Dantas
Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar
Esse teu fungado quente
Bem no pé do meu pescoço
Arrepia o corpo da gente
Faz o véio ficar moço
E o coração de repente
Bota o sangue em arvoroço
Vem, morena, pros meus braços
Vem, morena, vem dançar
Quero ver tu requebrando
Quero ver tu requebrar
Quero ver tu remechendo
Resfulego da sanfona
Inté que o sol raiar
Esse teu suor sargado
É gostoso e tem sabor
Pois o teu corpo suado
Com esse cheiro de fulô
Tem um gosto temperado
Dos tempero do amor
Vem, morena, pros meus braços...
- Cifras - Vozes da Seca -
Vozes da Seca
Tom: G
C D7 F G
Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
F G F G
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
G7
Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
A7 D G
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão
C D F G
É por isso que pidimo proteção a vosmicê
F G F G
Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
G7
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê
A7 G
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê
C D F G
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
F G F G
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
G7
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
A7 D G
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage
C D F G
Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão
F G F G
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!
G7
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão
A7 D G
Como vê, nosso distino mecê tem na vossa mão
Xamêgo
Luiz Gonzaga - Miguel Lima
O xamêgo dá prazer
O xamêgo faz sofrer
O xamêgo às vezes dói
Às vezes não
O xamêgo às vezes rói
O coração
Todo mundo quer saber
O que é o xamêgo
Niguém sabe se ele é branco
Se é mulato ou negro (2x)
Quem não sabe o que é xamêgo
Pede pra vovó
Que já tem setenta anos
E ainda quer xodó
E reclama noite e dia
Por viver tão só
E reclama noite e dia
Por viver tão só (2x)
Ai que xodó, que xamêgo
Que chorinho bom
Toca mais um bocadinho
Sem sair do tom
Meu comprade chegadinho
Ai que xamêgo bom
Ai que xamêgo bom
Ai que xamêgo bom
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Músicas
Luiz Gonzaga
Xote EcológicoNão posso respirar, não posso mais nadarA terraestá morrendo, não dá mais pra plantarE se plantar não nasce, ese nascer não dáAté pinga da boa, é difícil de encontráCadê aflor que estava aqui? Poluição comeu.O peixe que é do mar?Poluição comeu.O verde onde é que está? Poluição comeu.Nem ochico mendes, sobreviveu. (2x)
Estrada da Vida Pela estrada da vidaFico a imaginarA quecaminhos podem nos levarMorena te vejo em sonhosa soluçarEssadistânciavai nos separarOlha, meu peito é uma fogueira na noitede luarMeus olhos se animamMinha voz sai pelo arFica umadistância a imaginarTem uma estrada a nos separarMinha voz saipelo arFica uma distância a imaginarTem uma estrada a nosseparar.
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Farinhada Tom: DIntro:D A7 D G A7 DD G DTava na peneira eu tavapeneirandoBm7 Em DEu tava num namoro eu tava namorando.G DNafarinhada lá da Serra do TeixeiraBm7 Em G/A DNamorei uma cabôcanunca vi tão feiticeiraD7 G DA mininada descascava macaxeiraG DZéMigué no caititú e eu e ela na peneira.D G DTava na peineira eutava peneirandoBm7 Em DEu tava num namoro eu tava namorando.G DOvento dava sacudia a cabilêraBm7 Em G/A DLevantava a saia dela nobalanço da peneiraD7 G DFechei os óio e o vento foi soprandoGQuando deu um ridimuinho sem querer tava Despiando.D G DTava napeneira eu tava peneirandoBm7 Em DEu tava num namoro eu tavanamorando.G DDe madrugada nós fiquemos ali sozinhoBm7 Em G/A DOpai dela soube disso deu de perna no caminhoD7 G DChegando lá atériu da brincadeiraG DNós estava namorando eu e ela, na peneira...
Forró de Caruaru Tom: FIntro: C7 F C7 F C7 F C7 FF C7No forró deSá JoaninhaNo CaruarúF CCumpade Mané BentoFSó fartava tuC7 FNuncavi meu cumpadeBb FForgansa tão boaBb Ctão cheia de brinquedo, deanimaçãoF AmBebendo na funçãoDmNós dansemo sem paráBbNum galopede matáFMas arta madrugadaD7Pro mode uma danadaGmQui vei deTacaratúBbMatemo dois sordadoFQuato cabo e um sargentoC7CumpadeMané BentoFSó fartava túC7 FMeu irmão JisuinoBb FGrudô numanegaBb CChamego dum sujeito valente e brigãoF AmEu vi qui aconfusãoDmNão tardava cumeçáBbPois o cabra de punháFCum cara deassassinoD7Partiu prá JisuinoGmtava feito o sururúBbMatemo doissordadoFQuato cabo e um sargentoC7Cumpade Mané BentoFSó fartavatúC7 FPro Dotô DelegadoBb FQue veio trombudoBb CEu diche quenaquela grande confusãoF AmSó hove uns arranhãoDmMas o cabramorredôBbNesse tempo de calôFTem a carne reimosaD7O véi zombô daprosaGmFugi do CaruarúBbMatemo dois sordadoFQuato cabo e umsargentoC7Cumpade mané BentoFSó fartava tú
Frei DamiãoQuando o galo canta de madrugadatoda essa gente de pése benze na procissãonuma marcha santa dentro da alvoradavai nafrente o homem, o quase santo, frei damiãoCom a reza e acampa,desperta cantaja chegou o tempo, ninguem perca tempo, vamos prasmissoespecador te ajoelha, em deus quem se espelhaSo pode ter, defrei damião, sua proteçãoFrei damião, meu bom, frei damiãoO seuperdão, numa profissão, faz o bom cristãoFrei damião, meu bom,frei damiãoEu sou nordestino, eu estou pedindo, a sua benção.Péque pisa a terra, sem caminhos erra,Este mesmo pé, esta mesmagente está nas missõesQué sabê do inverno, qué fugir doinferno,Quem tem devoção, com frei damião, não tem provação
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